Crónicas
Leia aqui as crónicas das corridas
a que assistimos
8/2/2009 - 00h43
Granja - 7 de Fevereiro de 2009
A praça de toiros da Granja abriu as suas portas à temporada de 2009 com um festival taurino integrado nas festas de São Brás – padroeiro desta aldeia alentejana. O festival este ano foi de beneficência em favor dos bombeiros voluntários de Mourão e foi, também, a despedida do bandarilheiro Dário Venâncio.
O cartel original sofreu algumas alterações, tendo o cavaleiro Gilberto Filipe substituído o rejoneador Luís Miguel Correa, e o matador Erick Cortés entrou na vez do espanhol Alfonso Galan. Saíram os novilhos anunciados da ganadaria São Martinho assim como novilhos da ganadaria António Silva.
A chuva deu-nos descanso e, embora, estivesse uma tarde fria, o sol deu um ar da sua graça. Ainda assim, não foi o suficiente para haver grande afluência à praça, que não chegou a meia casa.
O primeiro novilho, da ganadaria António Silva, foi para o matador português Eduardo Oliveira, que praticamente não tem actuado nas últimas temporadas, e isso sentiu-se em praça. O novilho mostrou-se, desde cedo, fraco de forças e de poucas investidas, e procurou o refugio do terreno das tábuas, comportamento que em nada ajudou o toureiro.
Erick Cortés lidou o segundo novilho da ganadaria António Silva, que saiu com pata mas cedo revelou algumas limitações.
Erick Cortés começou a faena da melhor maneira: de capote e joelhos no chão, com vontade de triunfar. Bandarilhou bem e na muleta logrou bons muletazos por ambos os pitons.
A parte equestre do festival foi inaugurada pelo cavaleiro Gilberto Filipe, que lidou um bonito novilho da ganadaria São Martinho, que revelou um defeito de visão. Gilberto Filipe brindou o público
alentejano com uma lide emocionante e com bons ferros.
O cavaleiro praticante Tiago Martins lidou o último novilho da tarde, também este da ganadaria São Martinho. O novilho, que saiu com bastante pata, não facilitou a lide ao alenquerense que se esforçou por elevar o nível da sua actuação.
Nas pegas esteve em praça uma selecção de forcados dos grupos de Póvoa de São Miguel, Safara, Moura, Monsaraz, Cascais e Granja. Paulo Aranha da Granja, forcado de cara na primeira pega, pegou o novilho à primeira, com uma excelente ajuda do restante grupo. Manuel Campaniço, também da Granja, foi o cara da segunda pega, que só foi consumada, e bem, à segunda tentativa porque na primeira o forcado não recuou da melhor forma.
por Madalena Barbosa
1/2/2009
Mourão - 1 de Fevereiro de 2009
Mais um ano como não podia deixar de ser e como manda a tradição a temporada taurina iniciou-se em Mourão, pelas Festas em Honra de Nossa Senhora das Candeias.
Bem cedo os habituais aficionados rumaram a esta castiça vila alentejana ávidos de ver toiros e por certo aproveitaram para se deleitar com as iguarias tradicionais da região. Desta vez o tiro
saiu-nos pela culatra, pois as condiçoes climatéricas foram, desde o meio da manhã, adversas para a prática do toureio.
Estavam anunciados Tito Semedo e Nelson Limas nas lides a cavalo e, na arte de Montes, José Luis Gonçalves, Sanchez Vara, Luis Vital Procuna e João Augusto Moura. Ainda Os Forcados amadores de Vila
Franca de Xira.
Os novilhos de duas ganadarias da zona, Murteira Grave e Dias Coutinho.
Na bilheteira estava exposto um aviso alertando o "zé pagante" que, devido ao mau estado da arena, hoje só haveria toureio a pé.
Abriu praça José Luis Gonçalves, no ano em que já anunciou a sua retirada, estreando-se em 2009 com um astado de Murteira Grave, bem apresentado mas que não serviu para o toureio que o matador nos
habituou, mesmo assim ainda deu uma tanda que fez vibrar as bancadas.
Sanchez Vara veio de Guadalajara até Mourão cheio de vontade para triunfar mas também pouco pôde fazer com o Grave que lhe tocou em sorte, começando a faena de rodillas em terra e pouco mais
fez.
O moitense "Procuna", desperdiçou o lado esquerdo do Dias Coutinho que lhe saiu pela porta de sustos optando maioritariamente por tourear pelo lado direito, de salientar que "Procuna" não bandarilhou
o seu oponente, talvez devido ao mau piso que a praça apresentava.
A finalizar tivemos o promissor novilheiro João Augusto Moura, que foi quem melhor entendeu o novilho, também de Dias Coutinho que lhe calhou, tanto pela esquerda como pela direita, mostrando-se
muito placeado para os compromissos que o aguardam num futuro muito próximo.
Bronca para a organização, pois apesar de ter vontade de levar o festejo por diante, das duas uma, ou reduzia o preço dos bilhetes ou adiava o festejo.
Como se costuma dizer "casamento molhado, casamento abençoado". Esperemos que venhamos a ter uma temporada cheia de êxitos.
por João Silva
